quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Joanna Latka - Gravura, 20 de Jul > 02 de Ago

Imagem e ©,http://joannalatka.blogspot.pt/2013/07
Gravura de Joanna Latka. Mais informação aqui..

terça-feira, 9 de julho de 2013

Casa das Artes de Tavira, programa 2013

O programa de atividades de 2013 está a ser disponibilizado no site da Casa das Artes de Tavira. Este ano a publicação das iniciativas FOI feita de forma gradual e o site atualizado com frequência. Aqui está uma cópia do cartaz definitivo do verão de 2013. Nele faltam a projeção do último filme de Marco Martins e a homenagem a Miguel Portas que têm entradas neste blogue. Versão web em Programa 2013...

Casa das Artes de Tavira, programa 2013


2013 - Program (summer, July-September)

The 2013 activity program was gradually published as activities took shape. Here is the definitive version.
Casa das Artes 2013 Program (summer)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Investigando o Algarve Profundo - Luís Fraga da Silva


Descrição sumária (Texto da contracapa)

Este ensaio de geografia histórica descreve o espaço rural de São Brás de Alportel e do Algarve Central, durante o período romano.
É uma síntese interpretativa de nível intermédio, entre as monografias especializadas e as obras de divulgação didáctica, destinada a pessoas diferenciadas e curiosas da história local mas não obrigatoriamente especializadas nos temas tratados.
Aborda selectivamente os principais temas da história política, sócio-económica e religiosa que tiveram relevância no mundo rural da região durante a Antiguidade e os que participaram na transformação dos elementos herdados do mundo romano ao longo do período islâmico, tendo sobrevivido até à época contemporânea.
Procura integrar os sítios arqueológicos conhecidos com a geografia e os nomes dos lugares, tentando associar a sua evolução a esses períodos históricos.
Foca-se na integração do Algarve romano com a Serra e o interior da Lusitânia. Nesse sentido apresenta, em anexo, uma reconstituição cartográfica inédita da ocupação romana do Sul do actual território português.
Apesar das grandes limitações existentes no conhecimento histórico e territorial, o texto descreve uma visão esclarecedora tanto do registo arqueológico local como duma parte importante da história social e económica da região.

PREFÁCIO

A memória dos lugares e a memória das pedras sobrevivem mais longamente à passagem do tempo do que a memória dos Homens. É isso que observamos neste trabalho interessantíssimo de Luís Fraga da Silva, geógrafo/historiador, que, através de uma persistente investigação histórica conjugada com a toponímia e a geografia humana, misturadas com a sua percepção política e economicista, nos ajuda a recuperar essa memória perdida, esses caminhos há muito pisados e percorridos, passando por terras ainda vivas, outras completamente mortas, outras cujo sentido se perdeu.
As passagens naturais por terra, possíveis, do Algarve para o norte, foram
sempre escassas e perfeitamente delimitadas, daí o secular isolamento do
Algarve especialmente em tempos modernos. Pelo mar era tudo mais fácil.
Portanto elas vão, naturalmente, caindo em desuso e as populações que sedesenvolveram à custa desse movimento constante vão, elas também, morrendo aos poucos ou desaparecendo da memória dos homens. A sua funcionalidade ocasional perdeu-se, mesmo aquela mais profunda associada à sacralidade do lugar, a que os Cristãos, na sua ânsia de forçar as populações a esquecer o seu passado religioso, alteraram o cariz. Ficaram os nomes por que eram conhecidas, as ruínas abandonadas, os caminhos desolados.
Ajudado pela toponímia, pela lógica determinante das acções e comportamento humanos, Luís Fraga da Silva vai, a pouco e pouco, desvendando esses hábitos perdidos, qual Sherlock Holmes com a sua lupa distinguindo vestígios indicadores de actos passados. A sua preocupação não se limita apenas àqueles vestígios de populações mais recentes, procura distinguir o que restou do passado pré-Romano, dos lugares de culto aqui existentes, da impressão que montes como o Monte do Figo, o Cerro de S. Miguel necessariamente causaram nas populações do Algarve ou que para aqui se deslocavam, a que poderemos juntar a Serra de Monchique, mas esta localizada já fora do âmbito deste trabalho. Não esquece de salientar os aspectos económico- administrativos, que ao longo de séculos foram alterando a importância. dos sítios e dos lugares e o crescimento ou a decadência das cidades que tiveram alguma importância local. Os períodos Romano, Visigótico e Islâmico
são cuidadosamente escrutinados, não esquecendo de referir o impacto
da Antiguidade Tardia e a confusão estabelecida. Podemos imaginar as perturbações causadas nas populações do Algarve pelos cultos orientais que chegaram à Península através do Norte de África, em que predominaram os Bizantinos ortodoxos e o Cristianismo inflexível, que se impôs brutalmente em todo o lado, exigindo unicamente a aceitação dos ritos aprovados pelos diversos concílios da Igreja. À ocupação visigótica, marcadamente incerta pelas próprias características do reino visigótico, sucedeu-se a islâmica, que, apesar de Árabes e Berberes se terem estabelecido aqui durante 550 anos, quase tanto tempo quanto os Romanos, tem sido teimosamente esquecida.
As transformações implantadas por estes movimentos de povos e suas
características e necessidades reflectem-se também no crescimento das terras e das gentes, nos caminhos e nos acessos preferidos, não totalmente esquecidos e ainda válidos em momentos de fuga ou de perseguição mais recentes ou mesmo actuais.
Tudo isto encontramos no trabalho de Luís Fraga da Silva, obra indispensável para todos os historiadores e políticos interessados nas razões dos comportamentos humanos, na evolução da comunicação entre os povos, nos ransportes de pessoas e géneros, na evolução das terras ou da sua decadência e muito especialmente para os investigadores do Algarve profundo.

Teresa Júdice Gamito
Catedrática de História e Arqueologia
Universidade do Algarve

mais informação em:
http://imprompto.blogspot.pt/2013/01/sao-bras-de-alportel-na-antiguidade-11.html

domingo, 20 de janeiro de 2013

Beyond Reason | Carolina Quirino



Red or black serve as a background, as a "zero," for these paintings by Carolina Quirino. From this "zero", also Malevich's one, the denier of perspective order, the young painter deposits traces of an externalized dialectic between continuity and interruptions, between presence and absence.  The order itself does not appear as an a priori, but as a result of this dialectic process on each canvas points exactly in the direction of a simultaneously continuous – the o rganic forms emerge from the brush strokes – and binary – the chromatic facture based on two colors (black and/or red and/or white).

IF dialectics is a process of reason, the "tri-alectics" of the chromatic set employed in these paintings leads precisely towards a hypothesis beyond that of binary reason, again touching Malevich on this point, and immersing into the surrealist psychic automatism on another. And it is precisely in the direction of a simultaneously  interior – the organic forms – and exterior – the binary color – search that this work goes.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Tavira Ilimitada - new site

Due to increased interest the Tavira Ilimitada civic movement has created a new site based on the WordPress platform and can be found at http://ti.acasadasartes.org/?lang=en; site functionality will be gradually increased and connections with 2011 activities are being updated.

Tavira Ilimitada - novo site

Devido ao crescente interesse movimento cívico Tavira Ilimitada tem um novo site, desenvolvido sobre a plataforma WordPress e encontra-se em ti.acasadasartes.org; as funcionalidades do site irão sendo gradualmente aumentadas. As ligações com as atividades do ano passado estão a ser atualizadas.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

OBS – Bartolomeu dos Santos Studio

The reopening of the Bartolomeu dos Santos Studio ( OBS - from the Portuguese, Oficina Bartolomeu dos Santos, sounds like “hobbes”) is well underway. Follow link for more info.OBS - Bartolomeu dos Santos Workshop

OBS – Oficina Bartolomeu dos Santos: em acção

O processo para a reabertura da Oficina Bartolomeu dos Santos ( OBS ) encontra-se em fase adiantada. Para ler mais, siga o link OBS - Bartolomeu dos Santos Workshop.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tavira Ilimitada – o Programa / o Projecto Comum

Encontra-se online o programa da Tavira Ilimitada para 2011, assumindo neste primeiro ano uma posição "contra o racismo e a xenofobia".
Como substãncia desta postura apresenta-se o programa, que conta com a colaboração de perto de trinta – para não enumerar o número de pessoas – entidades locais, nacionais e estrangeiras, para por em ação as inúmeras – neste momento perto de 40 – iniciativas que terão como palco de fundo a cidade de Tavira, historicamente um local de encontro e de convivência de culturas diversas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

«A barricada fecha a rua mas abre o caminho» – workshop


,A barricada fecha a rua mas abre o caminho, José Nuno Lamas e Valter Ventura (orientação), Bertílio Martins, Daniel Novais, Ilda Silvério, João Pedro Lomelino, Júlio Assis Ribeiro, Miguel Proença, Miguel Simões, Paula Ferro e Vasco Célio. (Imagem de 2011).
Tem início amanhã na Casa das Artes o workshop orientado pela dupla de fotógrafos José Nuno Lamas e Valter Ventura no âmbito do centenário da República, onde a "barricada" serve de conceito orientador e de objecto de trabalho.

No âmbito do workshop terá lugar a conferência "A fotografia como limite" de Nuno Faria, curador e professor de Artes Visuais na Universidade do Algarve; no dia 27 pelas 21:30.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CAT 2010 - Programa

 •  A «Casa habitada» — João Hogan , Jorge Vieira , Catarina Baleiras , Vespeira , José Augusto , René Bertholo , José Lamas , Luís Ralha , Rogério Ribeiro , Roberto Barbosa , Miguel D’Alte , Bartolomeu dos Santos , João Vieira e Carlos Afonso Dias , Curadoria de Manuel Augusto Araújo
 •  «Metamorfose da Habitabilidade» — Margarida Santos, desenho, Miguel Andrade, fotografia, Patrícia Gonçalves, fotografia e instalação, Curadoria de Paula Ferro

 •  «25 anos de Re-Inícios – Contrastes, Pontes e Uniões» — Carolina Quirino, pintura, Curadoria de Ilídio Salteiro e co-produção da Associação Arte Contempo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Além da razão – Carolina Quirino

Vermelho ou preto servem de fundo, de “zero”, para estas pinturas de Carolina Quirino. A partir deste “zero”, também de Malevich, negador da ordem perspéctica, a jovem pintora vai depositando vestígios da exteriorização de uma dialéctica entre continuidade e interrupções, entre presença e ausência. A ordem em si não aparece como um a priori, mas o resultado deste processo dialéctico em cada tela aponta precisamente na direcção de uma ordem simultaneamente continua – as formas orgânicas emergentes das pinceladas - e binária – a factura cromática através de duas cores ( preto e /ou vermelho e/ou branco).

Se a dialéctica é um dos processos da razão, a “tri-aléctica” do conjunto cromático empregue nestas pinturas leva-nos justamente a contemplar uma hipótese além da razão binária, novamente tocando Malevich por este lado, e imergindo no automatismo psíquico surrealista por outro. E é justamente no sentido de uma procura simultaneamente interior — as formas orgânicas – e exterior – a cor binária –  para onde vai este trabalho.

mais info: CAT

segunda-feira, 19 de julho de 2010

"Metamorfoses da Habitabilidade" III

Como via de acesso ao trabalho de Margarida Santos proponho o material da sua construção. O carvão. A identificação de um enorme casulo numa das suas obras levou a esta via, da matéria orgânica, sedimentada e transformada por milénios em, precisamente, matéria de factura.

As formas que Margarida constrói implicam toda uma tectónica que o pensamento acerca do carvão revela. Um processo de interioridade, onde as coisas entram, são transformadas, interiorizadas, e explodidas para a superfície do papel que as suporta.

E a ligação que estas obras, a sua escala, estabelecem com o observador é também instintiva e directa, esmagadoramente animal, além da razão de uma lógica dicotómica. E aqui contactamos o território de Bataille, naquela vertente que a curadora da exposição enuncia no seu texto.

Passado este embate inicial começa-se a perceber a combinação entre gestos inicialmente soltos e intensos e outros, posteriores, mais controlados  e delicados que vão consolidar nos desenhos a força inquietante que nos é transmitida.

"Metamorfoses da Habitabilidade" II

No trabalho de Patrícia Gonçalves somos levados às bases da luz e da fotografia. Dos fundos negros, informes, saem raios de luz e cor. Estabelecemos formas orgânicas tornadas voláteis pelas novas formas que emergem; uma dialéctica entre o assassinato e o renascer da forma, da transparência, da cor, da luz, e finalmente do significado.
Mas desta exploração do efémero a autora indica-nos um resultado muito concreto: a  excrescência material que sai da obra - uma bola de cristal - que pela sua própria natureza e forma metamorfoseia e rende efémeras a luz incidente e a própria indicação precisa de materialidade.

A presença de uma moldura branca vazia lança-nos noutro sentido sobre a natureza fragmentária da imagem fotográfica, e lembra-nos um dos significados da moldura: fragmentar o mundo em geral em pedaços inteligíveis. Patrícia propõem assim a base de um pensamento que depura, que fragmenta, que rende abstracto, que re-combina, para chegar a uma nova ideia concreta que confirma a sua própria instabilidade de referência.

Lembra uma máquina de Babbage, concreta, complexa, relacional, mas neste caso os resultados da operação computacional são des-ligados e libertos das suas variáveis iniciais.

«Metamorfose da Habitabilidade» I

Começo pelo trabalho que mais clara ligação estabelece com Tavira. Miguel Andrade fotografou Tavira, incluindo das tomadas de vista icónicas bem conhecidas para depois abordar outras de âmbito mais pessoal. Constituindo a quarta geração de uma família de fotógrafos dá continuidade à documentação deste local, alimentando o seu trabalho do rigor dessa tradição. Mas a essa continuidade acrescenta a sua visão crítica que nos alimenta o pensamento. Em primeiro lugar as imagens são apresentadas num suporte de tela que pode, numa primeira análise, ser visto como uma ligação às tradições da pintura, ligação sempre problemática do ponto de vista das histórias dos dois suportes. Propomos outra vontade que se afasta desta problemática disciplinar. 

A fotografia pela sua natureza fragmenta, descontextualiza, retira do tempo pedaços e isola-os. Mas Miguel não é turista em Tavira, é um seu habitante desde que existe, e esta fragmentação não e o seu objectivo final. Da pintura o que ele vai buscar é a ideia da construção do “quadro” como todo dialéctico e narrativo. Nestas imagens encontram-se elementos dessa narrativa, o rio, a ponte, o deposito de água, ás árvores ribeirinhas, a torre do relógio, entre muitos outros. E quando nos aproximamos, outras camadas de elementos reconhecíveis se vão revelando, confirmando a capacidade da fotografia de aumentar a capacidade do olho humano.

Mas a hipótese de narrativa não fica por aqui, como em qualquer grande quadro. Miguel parece metamorfosear os termos de referência da imagem fotográfica em que o branco - incluindo o da cal - é substituído pelo preto informe que domina as imagens.

E dentro desta inversão dos termos de referência da fotografia somos levados a procurar  algo que nos permita regressar ao conhecido. E aqui começam a emergir os contornos das formas fotografadas, reveladas justamente pela anulação do poderoso branco da cal. E daqui nasce uma renovada visão de Tavira, das suas formas geométricas tectónicas. E se isto não bastasse, no meio do negro profundo encontramos pontuações de cores primárias, que nos impelem a procurar novos caminhos de narrativa e significado.

Uma Tavira nova que emerge da obscuridade do negro profundo, fragmentada pela fotografia e re-unida - um quadro - no painel que é esta obra.

Artistas locais - para que ?

Um artista ao viver e trabalhar num local constrói aí raízes; a sua produção parte e é desenvolvida com o conhecimento do local, com as preocupações e as aspirações dessa comunidade. O trabalho poderá ou não manifestar esses a prioris mas quando o faz estabelece uma ligação tectónica - invisível e poderosa - com a comunidade local.

Acarinhar e apoiar tal trabalho deve ser uma prioridade das comunidades locais, especialmente em face às agudas crises de valores que se fazem sentir na actualidade. Apoiar e participar na produção artística local é apoiar a exteriorização e a clarificação das problemáticas reais e existentes no local. E assim se constituem os sintomas da arte - a reacção do público - que devem contribuir para novas problemáticas e resoluções, num processo dialéctico.

Como redundância final proponho que só podemos formular soluções para sintomas perceptíveis. As problemáticas invisíveis passam por isso mesmo despercebidas do público em geral e vão-se juntando num efeito bola de neve que quando reaparecem impõem-se pela sua dimensão esmagadora.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Allgarve mexe, também connosco

Temos como ideia clara que o apoio às artes no Algarve tem-se vindo a concentrar e a ser distribuído através desta iniciativa. A ideia por trás desta mensagem é lançar um debate que permita agrupar ideias críticas e construtivas acerca do êxito ou não da iniciativa e do seu impacto local. O meu comentário começa pelo nome, que mais faz lembrar um forró do que outra coisa. Porque este rótulo? Ou seria a ideia espantar a produção artística local para abrir caminho à produção do resto do país que pouco ou nada ligam à questão do rótulo – não lhes toca – mas sim às condições existentes para produzir e mostrar trabalho?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Imprensa comenta "A Casa Habitada"....

Acerca da exposição A Casa Habitada veja-se
de Filipe Antunes do Barlavento Online (Cultura);
Casa das Artes de Tavira: 14 nomes, 60 obras, uma casa, e
Casa das Artes de Tavira - 25 anos de artes plásticas,

da Redacção do Região Sul;
A Casa das Artes de Tavira - 25 anos de artes plásticas, e

a Câmara Clara (2010.08.03).

A exposição estará patente até 11 de Setembro, de acordo com o horário, consultável no site.

quarta-feira, 23 de junho de 2010